Perfil: Pedro Ronalt

  • Rating 12345

PedroO General da Reserva do Exército Brasileiro Pedro Ronalt Vieira, conheceu o paraquedismo militar há mais de 30 anos, se apaixonou pelo esporte e hoje é um dos integrantes do Brazilian Dream Team. Já esteve nos principais recordes de Formação em Queda Livre do país e investe em eventos de Big-Way pelo mundo todo.

Pedro Ronalt Vieira

Idade: 56

Profissão: Engenheiro Militar do Exército (Reserva)

Formação: Engenheiro Cartógrafo pelo IME

Container: Wings

Velame Principal: Sabre II 170

Reserva: Optimum 143

DAA: Cypres 2

Modalidades: TRV e big-ways

Licenças: CBPq 70860-D – USPA 240393

Principais recordes:

BRDT 82-way, Abril 2010, Eloy-AZ

BRDT 102-way, Abril 2011, Eloy-AZ

Recorde Região Norte Brasil 37-way, Agosto 2011

California State Record 200-way, Outubro 2011, Perris-CA

BRDT 103-way, Maio 2013, Perris-CA

Atual área de salto: Skydive Amazonas

Primeiro salto: Fevereiro 1984, Blumenau-SC

Número de saltos: 1048

Total de Reservas: 02

A maioria das pessoas não sabe sobre mim: fidelidade à origem simples

O que mais gosto no esporte: da possibilidade contínua de novos desafios realizáveis

O que menos gosto no esporte: o risco dos acidentes evitáveis

Como você se interessou pelo paraquedismo?

Conheci a atividade de paraquedismo no Exército, como um modo de infiltração aérea. Depois que aprendi a saltar livre virou diversão também.

O que você acha que foi a principal mudança no esporte desde a época que fez o primeiro salto até os dias de hoje?

Evolução dos equipamentos para atender às demandas das novas modalidades de paraquedismo.

Como surgiu o interesse por Big Ways?

No final de 2009 fui à Taubaté-SP, para acompanhar os treinos do BRDT 2010. Vi que podia fazer parte do time. Lá eu decidi que iria percorrer os passos necessários para estar no BRDT e nas big ways.

Spring Flying 2013 California

O que o paraquedismo representa hoje na sua vida?

Mais que uma paixão, é também um modo de vida, um caminho com muitos novos amigos em cada evento, onde se pratica o autoconhecimento, a observância às regras e à disciplina.

Você tem algum mentor no esporte?

Não, porque a atividade para mim, durante muitos anos, foi executada dentro do Exército. Quando comecei a saltar esportivamente, em 2004, era apenas por diversão, na beira da praia, no Rio de Janeiro, com um visual lindíssimo e um ambiente de alegria junto aos amigos e família.

Qual o item de segurança que você considera o mais importante?

As regras de navegação. A direção do vento e o ponto onde abrimos os velames são as variáveis que sempre são diferentes entre os saltos de mesmo tipo. A agilidade mental de cada saltador e o perfeito entendimento das regras de navegação enquadradas na nova situação são fatores essenciais para a segurança. A maior parte dos acidentes no paraquedismo da atualidade está relacionada a este fator.

Além do paraquedismo você também tem outro hobby, motos de alta cilindrada, como é conciliar os dois?

Quanto à moto Harley Davidson, para mim é um hobby coletivo também, em Brasília,  onde saímos em grupo, de vez em quando, para dar uns passeios. Não toma espaço do paraquedismo, pois é complementar. Cada hobby um tem a sua hora, local e grupo de amigos.

Qual a coisa mais estranha ou engraçada que já lhe aconteceu em um salto?

O que já me aconteceu saltando, que considerei estranho porque foi inesperado, foi a abertura do principal assim que saí da aeronave em uma formação montada na porta. O hand deploy do pilotinho do meu paraquedas foi puxado pelo tirante da perna de outro saltador. Ser puxado para cima pelo paraquedas abrindo e ver a formação ir embora foi para mim uma surpresa, mas sem maiores incidentes.

Quais seus planos para 2014 dendro do esporte?

Os meus planos para 2014 incluem a plena recuperação das lesões que me aconteceram nos braços, no final de 2013, devido ao estresse físico e ao esforço inadequado. Só após a plena recuperação é que farei os meus planos desportivos.

Qual o conselho que você dá para quem é iniciante no esporte?

Paraquedismo é um esporte de risco. A dica é nunca descuidar da segurança. Leia tudo sobre segurança, pois não existem pouquíssimos acidentes novos. O que há é repetição de incidentes que já aconteceram antes. Ir devagar na progressão do velame e sempre buscar conhecimento com os mais experientes é fundamental. O bom saltador está sempre a aprender, tenha dez ou dez mil saltos.

60-way Perris – California


Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *