Planos e seguros de saúde para esportes radicais

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Foto: Mariana Briglia

Nenhum paraquedista espera se machucar saltando, mas nós praticamos um esporte de risco e estamos sujeitos a acidentes. Por isso esteja atento, seu plano de saúde ou seguro de saúde/vida pode te deixar na mão na hora que você mais precisar dele.

Muita gente só descobre isso da pior forma possível, encontrei na internet casos de atletas que estão processando os planos de saúde que recusaram atendimentos em casos de acidentes ocorridos durante a prática de esportes.

O que acontece muitas vezes é que assinamos contratos sem ler atentamente se ele cobre nossas necessidades, e alguns planos especificam que não cobrem os riscos do esporte que você pratica.

De acordo com a Legislação os planos de saúde feitos a partir do ano 2000 são obrigados a cobrir problemas ocorridos durante a prática de qualquer esporte. Segundo o Procon, se o atendimento for negado, pode-se entender como uma prática abusiva. Mas não pague para ver se isso funciona na prática, leia seu contrato, consulte seu plano e tire todas as dúvidas o quanto antes, caso contrário em uma emergência você terá que pagar pelo seu tratamento e depois ir para a justiça.

Em casos de planos anteriores ao ano 2000, nada está garantido. O consumidor está sujeito ao que assinou no contrato. Alguns contratos deixam claro o que não está coberto, e citam esportes aéreos, náuticos (motorizados ou não), lutas corporais, automobilismo, motociclismo, alpinismo ou mergulho. Outros só avisam que não é indenizado quem praticar ato reconhecidamente perigoso, o que claramente inclui o paraquedismo.

A atleta Wanderlize Pinheiro teve uma fratura no tornozelo no ano de 2011 em Manaus e não teve nenhum problema para ser atendida pelo plano de saúde do Bradesco, fez duas cirurgias e 30 sessões de fisioterapia. “Em nenhum momento me questionaram o motivo da fratura, fui pra consulta, fiz exames, pré-operatório, como um paciente normal”. Ela tinha o plano completo com cobertura nacional.

Vários atletas com pequenas fraturas relataram casos parecidos, foram atendidos sem problemas, mas quando o caso é mais grave e o atendimento se torna muito caro, exames e cirurgias precisam da autorização do plano, é nesta hora em que eles consultam o contrato do paciente.

Para quem não quer depender apenas dos planos de saúde vários bancos oferecem seguros esportivos, o Sulamérica oferece um produto com essa cobertura, já o HSBC tem um seguro específico para paraquedistas.

E esse cuidado também vale para quem vai saltar em outro país, as vezes apenas o seguro de viagem pode não ser suficiente em caso de um acidente de paraquedismo, leia com cuidado o contrato do seguro que está comprando e escolha um que tenha uma ampla cobertura para esportes radicais, às vezes vale a pena pagar um pouco mais caro para garantir sua segurança.

Seguro para Viagens Internacionais:

www.vitalcard.com.br

http://www.cardinalassistance.com/

http://www.coris-emissoes.com.br/

http://www.gtaassist.com.br/sitev2/home/


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