Perfil: Leo Orsini

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leo orsiniLeo Orsini é considerado um dos pioneiros quando falamos sobre Wingsuit no Brasil, com mais de 20 anos de experiência no paraquedismo além de atleta hoje ele é chefe do Comitê de Eventos Artísticos da CBPq, e divide o tempo competindo e organizando campeonatos e recordes de Wingsuit no país. Leo se dedica ao esporte buscando sempre incentivar o crescimento da modalidade com segurança.

Nome completo: Leonardo Orsini

Idade: 40 anos

Natural de: São Paulo

Profissão: Empresário

Formação: Direito

Patrocinadores:  a procura de um!

Container: Javelin odissey

Velame principal: Sabre 2 – 135

Reserva: Optium 126

DAA: Cypress 2

Modalidades: Freefly , Wingsuit e BASE jump

Licenças: atleta

Recordes: Recorde Brasileiro de Formação de Wingsuit (12-way Wingsuit Formation – 2013)

Títulos: foto 3

Campeão Brasileiro Wingsuit Artístico 2013

3º Lugar Campeonato Brasileiro FreeFly Pro 2011

Campeão Brasileiro SkySurf 2010  

3º Lugar Campeonato Brasileiro FreeFly Pro 2009

8º Colocado Mundial de Skysurf  2003

Nome do time: Flyerz Wingsuit Team

Funpage: www.facebook.com/flyerzwingsuitteam

Posição no time: câmera

Atual Área de Salto: Boituva, mas se tivesse outra área com Caravan, eu já teria mudado!

Primeiro salto: 20.outubro.1993

Número de saltos: 4.000 +

Número de reservas: 2

O que você mais gosta no esporte?

Todos amigos que fiz durante estes 20 anos no esporte.

O que você menos gosta no esporte?

Hoje em dia, do tratamento dado aos atletas na área de salto, o paraquedismo se resume a 95% de salto duplo, atleta hoje é minoria, tudo gira em função da indústria de salto duplo.

O salto duplo no Brasil tem um preço ridículo, fiz uma pesquisa em todas as áreas que já fui no mundo, e a média do preço do salto duplo é de 8 a 15 vezes o valor da vaga do atleta, mas no Brasil esta relação não chega a 3 vezes, isso não traz benefício algum para o esporte. O preço do salto duplo está quase o mesmo preço de quando comecei saltar há 20 anos atrás.

Como você se interessou pelo paraquedismo?

Assisti um comercial da Reebok em 1992, onde o Patrick Gayardon saltava de skysurf. Pensei, bom vou fazer isso aí! Felizmente tive muita sorte de realizar meu primeiro salto aos 19 anos de idade, a partir daquele dia nunca mais parei, e vou continuar até 80 anos se deus quiser.

Como você iniciou no Wingsuit? Flyers 7

Fiz meu primeiro salto de wingsuit em 1998, infelizmente naquela época não existiam instrutores nem muita informação aqui no Brasil. Recebi o manual da Birdmam, li e saltei, com certeza seria mais fácil se tivessem instrutores como hoje.

Teve algum mentor no paraquedismo ?

Mentor nunca, mas sempre tive uma grande admiração pelo Patrick Gayardon e pelo Olav Zipser, por tudo que eles fizeram pelo wingsuit, skysurf e freefly.

Você é o chefe do Comitê de Eventos artísticos, o que isso significa para você?

Eu sou exemplo de um atleta lesado pela CBPq durante o Campeonato Mundial de 2003 na França. Então, ao invés de reclamar para sempre como muita gente faz, eu resolvi entrar na CBPq e ser o elo responsável pelos atletas de freefly, freestyle e wingsuit, para que estes jamais passem pelo que passei. Nosso comitê com certeza é o mais organizado da CBPq.

O comitê de Eventos Artísticos é o responsável pelo Campeonato Brasileiro de freefly e wingsuit , qual a importância da competição? 

É fato e comprovado, nenhum esporte cresce ou evolui sem competição. Paraquedista que não participa de competição, perde a oportunidade de se tornar atleta e ajudar o esporte a evoluir. A competição ajuda o atleta a crescer, entender seus limites, ter respeito sobre adversários, e principalmente ensinar que para ganhar um dia é necessário saber perder. Hoje nosso Campeonato é o maior do Brasil, nítido como as modalidades e atletas se desenvolveram com a competição.

Você é um dos organizadores do Recorde Brasileiro de Wingsuit, como você vê o crescimento da modalidade no Brasil?

Como organizador do recorde, juntamente com o Hugo Cardenas e Gleison Barion, nosso objetivo é que um novo recorde seja estabelecido em 2014. O recorde é uma ferramenta essencial para o crescimento da modalidade. O wingsuit vem crescendo e vai continuar crescendo cada vez mais no Brasil e no mundo, principalmente com a modalidade artística que trouxe os freeflyers para dentro do wingsuit. Mas acredito que esteja faltando uma regulamentação específica para a modalidade, para que não tenhamos acidentes num futuro próximo.foto 2

Qual o item de segurança que você considera mais importante?

Consciência e conhecimento total do salto e da modalidade que você esta praticando, é uma regra simples!

Qual a coisa mais engraçada ou estranha que já aconteceu em um salto?

Isso é coisa de barrigueiro! No Freefly é tudo engraçado!

QuaiFlyers 3s são os planos para 2014?

Nosso time Flyerz formado pelo Diogo Amarante e Kennio Domingues, estará disputando o 7º  Mundial de wingsuit artístico, em agosto na Holanda. Estamos treinando desde outubro de 2013,  nosso plano é fazer uma boa competição e depois focar no Campeonato Brasileiro que acontecerá 8 e 9 de novembro. Wingsuit artístico vai crescer muito nos próximos anos, é capaz que em 2015 entre para os eventos oficiais da FAI.

Qual a dica que você deixa para quem está interessado em começar a treinar Wingsuit?

Minha dica é aprender a voar tudo antes de colocar um wingsuit, o fato de ser liberado para atletas de 200 saltos não significa nada! O atleta deve aprender a voar pouco de TR, e muito freefly, isso vai facilitar muito sua evolução no wing. Vejo alguns alunos que estão começando depois de muitos saltos de freefly, e eles evoluem muito rápido. Tem muita gente querendo colocar wingsuit com pouca técnica de voo, esse atleta vai aprender, mas vai faltar base na hora de praticar o wingsuit artístico.

 


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