World Team chega perto de quebrar o Recorde Mundial Sequencial

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Foto: Andrey Veselov

Atletas de todos os continentes do mundo estiveram por oito dias (29 a 30 de março) reunidos na área de saltos de Eloy, Arizona para a tentativa do Recorde Mundial 222-way sequencial. Eles não conseguiram fechar o Recorde oficial pela FAI, o último salto quase fechou, se não fosse por apenas dois paraquedistas que ficaram de fora.

O evento marca a celebração de aniversário de 20 anos do World Team, e foi o último Fly it Forward, no formato que iniciaram em 1994, na Bratislava, Slovakia. Naquela época o objetivo era quebrar o recorde mundial 222-way com um ponto, e eles fecharam um 216-way, que foi considerado recorde. Em 1999 eles completaram um 282-way e em 2004 um 357-way, todos considerados recordes oficiais pela FAI. Em 2006 conseguiram a maior formação já feita, um 400-way, até hoje nunca batido.

Ao contrário dos anos anteriores onde a meta era apenas um ponto, este ano o World Team elevou o grau de dificuldade dos Recordes, tentando formar duas figuras em um mesmo salto. Agora, 20 anos depois eles quase conseguiram um 221-way com dois pontos. Apenas dois atletas não conseguiram gripar, fazendo com que o último salto seja considerado um 219-way, um recorde não-oficial.

Durante os oito dias de evento foram realizados 30 saltos, a maioria a mais de 18 mil pés com oxigênio. A base, composta por 44 atletas começou a treinar um dia antes, e pela sexta vez consecutiva bateu o recorde fechando o “core” em menos de 30 segundos.

Na página oficial do evento a organização agradece o espírito de time que foi mostrado por todos os atletas durante o evento. “Todos trabalharam duro essa semana, eles se mantiveram firmes mesmo com o mau tempo que causou atrasos e menos saltos, também enfrentaram a perda de uma das companheiras do time em um acidente. Eles fizeram saltos incríveis, e passam agora o desafio para a próxima geração de paraquedistas,” disse Gulcin Gilbert.

Brasileiros no Recorde

Seis atletas d10154969_10202905370347417_325471242_na elite do paraquedismo brasileiro fizeram parte do World Team este ano, Robson Custódio, Jones Medanha e Joca Mansur estavam na base com outros 41 atletas. David Rodrigues estava em um dos setores amarelos (próximo a base), Breno Mello de Assis e Marcelo Marapodi nos setores vermelhos (mais afastados da base).

Robson Custódio, atleta de Manaus, com mais de 1000 saltos e bastante experiência em Big-Ways esteve pela segunda vez no World Team, ele destaca que essa foi uma oportunidade de aprender, conhecer e conviver com pessoas do mundo inteiro, além de rever bons amigos, “o melhor legado é o conhecimento e a experiência” afirma. “Chegamos tão perto, mas não foi desta vez. Infelizmente perdemos uma atleta neste caminho, e o setor alemão foi forte, voltando a saltar, e fechou em todos os saltos seguintes.” afirmou Robson.

Joca Mansur disse que o evento acabou com gosto de “quero mais”, “agora é voltar pra casa com tudo que aprendemos nesta semana e esperar o próximo” destaca.

 


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