P3 bigway camp

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O P3 (http://p3skydiving.com), é um time composto por técnicos com mais de dez anos de experiência em ensinar e planejar eventos de big-ways (grandes formações de paraquedistas). Na semana passada participei pela primeira vez do P3 camp, um evento feito para diferentes níveis de habilidades, mas principalmente para os iniciantes em big-ways.

O evento teve duração de 4 dias (de quinta à domingo, 1-4 de Maio) na área de saltos de Perris Valley, Califórnia e um total de 18 saltos, quatro deles a 16 mil pés de altura, com uso de oxigênio auxiliar. O custo do evento foi de 910 dólares, que inclui os 18 saltos, profit para os técnicos, um jantar na noite do sábado, uma camisa do evento e um kit com material promocional da loja Square One.


Dia 1

O primeiro dia é o mais tenso e também bastante interessante. Tenso pois se você estiver participando pela primeira vez não sabe como vai ser a dinâmica, qual o intervalo entre os saltos, se vai precisar contratar dobrador, qual o tamanho das formações, quem vai ser seu técnico, etc.

Iniciando às 7:30 da manhã, o primeiro dia também é o dia do pagamento, do cheque do equipamento e de alugar/comprar qualquer equipamento que vá lhe ajudar nos próximos dias.

Quando todos se reuniram eu notei o tamanho do evento: cerca de 80 paraquedistas de mais de 10 países diferentes: russos, ucranianos, canadenses, brasileiros, argentinos, paraguaios, americanos, ingleses, finlandeses, suecos, mexicanos, australianos, etc. Após um briefing de segurança, principalmente para aqueles que nunca saltaram na área, os técnicos explicaram como seria o dia, e também pediram para cada um dos 80 participantes se apresentarem, falarem sobre sua experiência no paraquedismo e o que esperava do evento.

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Um dos quatro grupos de 20 way – www.skydivingphotography.com (Copyright Harry Parker)

Perris estava com ventos que impossibilitaram quaisquer saltos antes do meio-dia. Mas tudo parece que foi planejados pois assistimos várias palestras sobre técnicas de big-ways, tais como, como se aproximar da base (stadium), como fazer os grips nos braços e pernas e também como realizar a separação (tracking). Para enriquecer as paletras mostraram modelos em 3 dimensões das técnicas explicadas, tudo bastante útil.

Conversa vai, conversa vem, estávamos ansiosos para saltar e ver o que eles tinham planejado. Com os ventos diminuindo já estava na hora de saltar!

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Hora de por em prática tudo que foi treinado! – www.skydivingphotography.com (Copyright Harry Parker)

Os 80 participantes foram divididos em 4 grupos de 20. Cada grupo tinha um ou dois técnicos, e dois grupos subiam nos twin otters de cada vez. Com 10 paraquedistas de cada grupo em cada avião, foram usados dois aviões com duas passadas para montar os 20 ways. Foram assinalados diferentes slots em cada salto para os participantes, quem estava na base poderia ser último diver no próximo. Meio difícil de se acostumar mas muito importante para testar diferentes habilidades.

O primeiro dia também é marcado pela aproximação e início de novas amizades. Foi aí que descobri que além de não ser o único brasileiro participando haviam outros 12 compatriotas do sudeste, sul e nordeste do Brasil.

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Alguns dos brasileiros participantes do camp. Copyright Igor Ueoka

Primeiro dia terminou às 18 horas, com a habitual reunião dos participantes e técnicos para falarmos sobre como foi o dia e dar aquele “up” em todo mundo. Também é informado que horas o próximo dia irá começar.


Dia 2

O segundo dia começou com os mesmos grupos do dia anterior. Com formações de diferente formato, foram feitos dois saltos e depois mais um com novos slots. Saindo a 12mil pés e ainda utilizando duas aeronaves os saltos pareciam melhorar cada vez mais. Todos já haviam se habituado com a velocidade de queda da formação e com os colegas do grupo.

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Divers mergulham em direção a base – www.skydivingphotography.com (Copyright Harry Parker)

É exatamente aí que trocamos de técnico. Outro técnico, outro debriefing, outras técnicas e outro formato na formação. Tudo novo, novos erros, novos avanços. (E mais cerveja depois das atividades :-). Foram feitos 6 saltos nesse dia.


Dia 3

No sábado a expectativa era que os técnicos começassem a aumentar as formações. Mas isso não foi feito, na realidade os novos formatos foram ficando cada vez mais difíceis e exigiam mais das habilidades de vôo de todos. Os instrutores também estavam um pouco mais exigentes e a pressão para completar aumentou um pouco. Mas é tudo muito divertido e o clima é de descontração e amizade. Há 2 dias convivendo também começamos a conversar mais, tentar conhecer melhor as pessoas do grupo e até aprender algumas palavras em outro idioma 🙂

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20 way – www.skydivingphotography.com (Copyright Harry Parker)

No sábado também acontece o jantar e é claro que os brasileiros pegaram uma mesa inteira, com a nossa típica característica de falar alto, rir muito e curtir um com a cara do outro. Coitado do sueco que estava deslocado na mesa brasileira.

Nesse dia foram feitos 5 saltos.


Dia 4

O sentimento de despedida já estava começando, último dia do camp, mas também o mais esperado e empolgante. Os 80 paraquedistas foram divididos em dois grupos de 40. Mas foram usados quatro aeronaves para as tentativas do 40 way, ou seja, cada aeronave carregava 20 paraquedistas, sendo de diferentes grupos. Foi a primeira vez que participei de uma formação com 4 aviões voando em ala, a visão da base e dos divers saindo das outras aeronaves é indescritível.

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Um floater olha em direção a base do 40 way – www.skydivingphotography.com (Copyright Harry Parker)

E para muitos foi a primeira vez que saltavam acima de 12 mil pés. Os 4 saltos do último dia foram feitos de 16 mil pés, com uso de oxigênio auxiliar. Confesso que estava um pouco apreensivo no primeiro salto, não queria ter hipoxia e correr um risco desnecessário.

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Todo mundo no oxigênio, saltos a 16mil pés – www.skydivingphotography.com (Copyright Harry Parker)

Tudo transcorreu na mais perfeita segurança e diversão. Os ventos estavam estranhos e mudando de direção entre uma decolagem e outra. Tivemos alguns pousos com vento invertido mas nada além de aterrisagens desastradas e alguns machucados comuns para quem tem que fazer um rolamento.

Dois saltos para cada grupo de 40 são realizados antes da troca de slots. Quem estava fora da base pode ser alocado lá, quem estava de floater agora é diver e quem estava de diver agora é floater. Desafiador, mas nada diferente do que já estávamos fazendo há 3 dias.

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40 way – www.skydivingphotography.com (Copyright Craig O’Brien)

Essa troca de slots nos mantém fora da zona de conforto e nos faz treinar habilidades que não estávamos pensando em praticar. É por isso que o camp é um dos melhores eventos para os iniciantes que querem aprender e que ainda não conhecem muito sobre big-ways.

Os dois 40 ways do último dia não completaram. Faltando poucos grips em alguns saltos. Mas o conhecimento dos últimos dias já tinha sido adquirido e agora é colocar em prática!

Mais fotos e vídeos de todos os saltos podem ser encontrados em: www.skydivingphotography.com (P3 camp).

Blue skies.


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