Perfil: Pedrosan

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168788_499691162581_7854806_nCom 25 anos de paraquedismo, dezenas de títulos e recordes acumulados na carreira Pedrosan é hoje um dos principais atletas de 4-way e Big-Way do país. Iniciou no esporte quando ainda era militar na década de 80 e se apaixonou pela adrenalina, hoje é um exemplo de profissional no cenário brasileiro. Conheça um pouco mais do perfil de Pedro:

Nome: Pedro Ushizima Junior

Apelido: Pedrosan

Idade: 44

Nascido em: São Paulo – SP

Profissão: Empresário (Sócio-proprietário da Air Shop Artigos Esportivos) e Instrutor de Paraquedismo

Formação: Terceiro grau incompleto

Patrocinadores: Naturae – Consultoria Ambiental

Container: Wings

Velame principal: Velocity 90ft

Reserva: Optimum 126

DAA: Vigil 2

Modalidades que pratica: FQL-4 e um pouco de big-ways e swoop

Licenças: IAFF/IASL e Coach BBF

Principais recordes:

BRDT 82-way no AZ em 2010;

P3 200-way na CA em 2010;

BRDT 102-way no AZ em 2011;

BRDT 103-way na CA em 2013;

BRDT 74-way com 2 pontos e 27-way com 3 pontos na CA em 2014

Recordista Brasileiro de maior pontuação em uma rodada de competição em FQL-4 Open (24  pontos) com o Optimum CTR em 2005

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Títulos:

Octa-campeão Brasileiro de FQL-4 Open;

Campeão Panamericano de FQL-4 na Colombia em 2006

Penta-campeão Brasileiro de FQL-8

Nome do time: Anima

10298753_692906444101707_2341151195362921778_nPosição no time: Inside Center

Atual Área de Salto: Centro Nacional de Paraquedismo em Boituva, SP e Skydive Resende, RJ.

Primeiro salto: No dia 20 de agosto de 1988, primeiro salto de static line com um paraquedas redondo T-10.

Número total de saltos: 9.457

Total de reservas: 04

A maioria das pessoas não sabe sobre mim: Sou tímido e introspectivo.

Como você se interessou pelo paraquedismo? O primeiro salto aconteceu pela farra, pois minha turma do Exército em 1988 foi fazer o curso civil de paraquedismo e fui junto! Após o primeiro salto a adrenalina me viciou e estou até hoje!

Como você se interessou por 4-way? Somente através de treinamentos e competições, que o atleta e o paraquedismo se desenvolve/cresce, então resolvi treinar e competir, pois estava cansado de chegar na área de salto, “brifar” um salto e o mesmo não acontecer! Existiu alguma influência? Sim, na época foram Roberto “Betão” Sassim, Rogério Martinati e José Guilherme Saez Jr. Estes 3 expoentes atletas me apresentaram o mundo do FQL-4 (4-way) e me deixaram mais viciado ainda no esporte! rs rs rs

10259778_686747674718271_3052914185718290288_nQual a parte do treinamento de 4-way que você acha mais importante para o sucesso do time? O planejamento e o comprometimento dos atletas, sem isto não existe treino de 4-way!

Você pode descrever pra gente um dos momentos mais marcantes pra você na sua trajetória como atleta? Para qualquer atleta o pódio é o momento mais marcante, pois é o resultado e término de um ciclo de treinos e objetivos traçados. Pódios que me lembro BEM foram dos Campeonatos Brasileiro de 2004 e 2005, onde além de ter conquistado o primeiro lugar na minha categoria, os times que fui coach conquistaram também o lugar mais alto do pódio nas categorias Inter e Estreantes. Foi uma festa geral!!

Você tem algum mentor dentro do esporte? Não diria mentores, mas sim ídolos: Jack Jefferies, Dan BC, Craig Girard, Niklas Hemlin e Pedro Hilú.  Eles me inspiram a ser um atleta e profissional melhor!

Hoje você divide o tempo entre o time de 4-way e também como coach do Recorde Brasileiro de Fql, como você avalia o crescimento da modalidade Big-Way no Brasil? A modalidade de big-way no Brasil cresce devagar, o motivo principal é a falta de prioridade que os atletas tem nas áreas de salto, pois a grande maioria das prestadoras de serviço aéreo tem como prioridade as escolas que são os clientes preferenciais! Desta forma, os atletas preenchem as vagas que as escolas não usam, o que fica inviável para um big-way saltar!

Qual o item de segurança que você acha mais importante, e que os atletas muitas vezes negligenciam? O DAA, pois poucos sabem realmente como eles funcionam e como opera-los de forma correta! A grande maioria dos paraquedistas sabe mal liga-lo e desliga-lo!

Você também é sócio de uma loja de produtos de paraquedismo em São Paulo, foi um dos pioneiros trabalhando com a venda de equipamentos, qual o conselho que você dá para quem quer comprar o primeiro equipamento? Converse bastante com os seus instrutores para que eles possam lhe auxiliar na escolha do tamanho dos velames correta e respeite a indicação deles. O tamanho dos velames é a maior dúvida na compra do primeiro equipamento! Lembre-se que uma progressão de velames conservadora sempre é a melhor opção!

Qual a coisa mais engraçada ou estranha que já lhe aconteceu em um salto? Em um salto que eu era o cameraman, durante o processo de abertura do paraquedas, os tirantes do velame principal bateram no feixe lateral do meu capacete, que no tranco de abertura saiu da minha cabeça e por um reflexo consegui pegar o capacete que estava caindo na minha frente. No primeiro instante gelei, pois quase havia perdido todo o meu equipamento de trabalho (maquina fotográfica, filmadora, altímetros sonoros/visuais, mira, etc) e a filmagem do salto que havia feito, mas vendo a imagem do meu rosto após o reflexo de pegar o capacete, gravada pela filmadora, foi muito engraçado!!!

Quais são os planos para 2014 dentro do esporte? O foco é o Campeonato Brasileiro de FQL que acontecerá na última semana de julho no Centro Nacional de Paraquedismo em Boituva, SP, tanto para o Anima, meu time de 4-way, como para os times que treino! E a partir de agosto trabalhar como IAFF, coach BBF e Load Organizer tanto em Boituva como em Resende.

Qual a dica que você dá para quem está começando a saltar? Procure escutar mais do que falar, pois desta forma, o aprendizado é mais eficaz!

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