Guia básico de big-ways

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Tradução do artigo Bigways Basics por Mark Brown, 2010.

1. Em solo

Esteja pronto em tempo, tanto pela manhã no horário combinado quanto nos briefings. Isto é MUITO IMPORTANTE. Se você estiver atrasado para a decolagem ou para o briefing você pode ser cortado ou não ser mais convidado para o evento.

2. Briefing

Quando você for para o briefing do salto você já deveria saber o seu slot, a sua aeronave, os nomes daqueles que estarão próximos de você na formação, seu clone para referência e ao menos uma pessoa da base. Geralmente estas informações são afixadas em murais em alguma área em comum da área de saltos. Grave as suas referências, pratique o ângulo de aproximação, procure analisar possível tráfego de outros paraquedistas durante o mergulho e o stadium, anote o alinhamento das aeronaves e quem você deveria seguir durante a aproximação para a formação e como chegar lá sem cortar a frente de ninguém. Determine onde você deve estar e para onde você deveria estar olhando. Fique atento a qualquer um que você tenha que ter um cuidado extra.

Vista seu macacão. Olhe e decore os macacões dos colegas e tenha vários pontos de referência; seu clone, os colegas próximos a você, os que estão do outro lado da formação, etc. Esteja pronto na hora do briefing, incluindo manguitas, cinto de peso, capacete, altímetro sonoro, DAA, etc. Seja pontual ao chegar para o briefing, se prepare e esteja pronto.

3. Alinhamento das aeronaves e frame de saída

PicturePara entender o frame de saída, desenhe o salto em um papel, então corte o papel verticalmente em tiras, tendo o cuidado de manter um avião cheio de paraquedistas em cada tira. Agora distribua cada tira de papel em longas linhas. Imagine que os aviões estão passando pelas folhas de papel e os paraquedistas estão saindo. Se o super-floater (do avião líder), sair no tempo certo, a segunda linha de divers do avião da direta da formação estará exatamente do lado oposto da base. Simule isso durante o briefing agrupando os paraquedistas pertencentes a uma mesma aeronave e depois distribuindo-os em uma longa linha seguindo a direção de vôo.4. Antes da última chamada para a decolagem

Você deverá saber as seguintes coisas:

As escolhas referentes ao equipamento que vai usar no salto (manguitas, peso, etc); qual avião você faz parte; quem está sentando próximo de você; a qual atitude o salto irá começar (precisa de oxigênio?); direção da rampa de lançamento; sua posição de saída; sua radial e seu slot; de 3 a 5 referências; qual o plano de break-off (separação); altura de comando; setor de pouso (no caso de grandes formações) e padrão de navegação.

5. Embarcando no avião

Embarque no avião na ordem inversa da saída. A melhor forma de ter uma alinhamento eficaz é que os paraquedistas se sentem de forma intercalada, assim, o primeiro, terceiro e quinto a sair estarão em um lado do avião enquanto o segundo, quarto e sexto no outro lado (veja imagem).

PicturePlaneje essas decisões antes do embarque. Saiba quem vai entrar antes de você e não embarque no avião antes deles. Quem tiver algum problema (joelho bichado, costas ruins, etc), pense na sua posição de saída, saiba que os bancos serão levantados se a aeronave tiver bancos desse tipo. Trabalhe em conjunto e evite sofrimentos desnecessários.

6. Durante a subida

Utilize esse tempo para relexar e visualizar. Tente ficar quieto pois outros devem estar tentando fazer a mesma coisa. Evite movimentos desnecessários. Tente fazer todos os ajustes em equipamento, calçar luvas, checks de segurança, etc, com o mínimo de agitação ou melhor, antes do embarque.

Não seja o louco do briefing, apenas pense sobre o seu plano para o salto algumas vezes. Não se afobe para levantar. Enquanto em pé ou ajoelhado você está gastando mais energia do que sentado. Tenha cuidado com tirantes de peito, bridles, punhos de comando do reserva que estejam frouxos, etc. dos seus colegas paraquedistas. Peça ou faça um check básico nos pinos antes do oxigênio ser ligado ou antes da saída. Esteja preparado para ter mais tempo e NUNCA se apresse.

7. Subindo com o uso de oxigênio extra

Primeiramente tente não estar pilhado. NÃO ENTRE EM PÃNICO, deixe os capitães da formação no comando. NÃO brigue pelas mangueiras de oxigênio. Você terá 20 minutos antes do oxigênio ser ligado para desenrolar e pegar uma mangueira vaga e próxima de você. Quando conectar a canula na mangueira do sistema de oxigênio do avião pense na distância que você estará na preparação antes da saída, quando estiver em pé, ajoelhado ou do lado de fora da porta como floater. Esteja conectado ao sistema de oxigênio o máximo de tempo que conseguir mas não atrapalhe a saída.

Em saltos desse tipo é importante evitar movimentos e REALMENTE você deveria tentar ficar sentado o máximo de tempo possível. Sente-se, fique quieto e evite falar muito.

8. Como usar o Oxigênio

Alguns métodos eficazes são:

  1. Canula diretamente no nariz. Funciona bem mas pode ser um pouco mais dificil de desenrolar.
  2. Mangueira dentro do capacete full-face. Se você tem um full-face, coloque a mangueira dentro do seu capacete, perto do queixo. Não na altura dos olhos!
  3. Mangueira na boca. Segura a mangueira com os dentes, mantenha a boca fechada e respire normalmente pelo seu nariz. Tire a mangueira da boca antes da saída.

O sistema de oxigênio auxiliar nos aviões da área de saltos de Perris usa uma pequena borracha que pode ser conectada à parte que tem contato com o paraquedista (boca ou nariz). Não conecte muito apertado, é melhor que desconecte facilmente quando necessário.

  1. Se você usar a canula no nariz corte o excesso a evite que enrole nos seus tirantes.
  2. Mangueira dentro do capacete full-face, mesma coisa, corte o excesso.
  3. Mangueira na boca: use 5 a 8 centímetros. Tire da boca e coloque em um bolso do macacão ou simplesmente continue segurando com os dentes, mesmo durante a navegação.

Todas as três opções acima funcionam, escolha de acordo com a sua posição na hora da saída.

Balançar a manguera embaixo do nariz NÃO funciona.

Não tire um cochilo enquanto estiver usando oxigênio auxiliar.

9. Como operar o balão de Oxigênio

Veja que a pessoa melhor posicionada para ligar o Oxigênio pode não ser a melhor para desligá-lo.

  • Balões de O2 tem dois controles: a válvula grande e geralmente de cor cinza é responsável pelo fechamento do balão. Para fechar gire no sentido horário e para abrir no sentido anti-horário. Essa válvula pode ser girada até o final para abrir ou até o final para fechar.
  • O registro com uma barra atravessando (geralmente de cor bronze ou dourada), é o regulador de pressão. Sentido horário irá aumentar a pressão (ou vazão). Esse registro é bastante sensível. Se estiver todo apertado você deve sentir o registro mais leve, girando solto.
  • Para abrir, comece a girar o registro no sentido horário até sentir um pouco de resistência. Delicadamente continue girando o registro no sentido horário até ter o fluxo de ar desejado.
  • Geralmente existe um indicador do fluxo de ar na mangueira que vai para o piloto. O indicador vai se tornar verde quando existir um fluxo de ar forte o suficiente.
  • O erro mais comum é abrir demais o registro de pressão do ar e ter um fluxo de ar muito forte. Para abrir de forma correta, feche totalmente o fluxo de ar e gire o registro de forma suave até ver o indicador de fluxo se tornar verde. Se não houver o indicador coloque uma mangueira na sua língua até sentir um pouco de pressão. Se você colocar a mangueira na sua boca e inflar suas bochechas o fluxo está MUITO FORTE. Para desligar o oxigênio gire o registro no sentido anti-horário. Pratique todo esse procedimento antes da decolagem.

Qualquer dúvida, PERGUNTE!

10. Porta e bancos

Alguém precisa estar encarregado, geralmente um “capitão” ou algum atleta mais experiente. Deixe que ele tome as decisões (você não vai querer essa responsabilidade). Se isso for passado para você, assuma o cargo. É uma boa ideia ter uma pessoa perto do piloto (perto suficiente para ouvir qualquer instrução) e uma pessoa perto da porta, e os dois precisam ter contato visual. Não deixe que bloqueiem essa visão! Deixe que eles decidam o momento de levantar os bancos. Normalmente as pessoas levantam os bancos muito cedo pois alguém se apressou. Se todo mundo permanecer calmo e fizer somente o que for preciso, haverá tempo suficiente para levantar os bancos e abrir a porta ao mesmo tempo. (pense nos bancos como se estivessem contectados a porta, porta aberta = bancos levantados, porta fechada = bancos baixos).

A porta é geralmente operada através das luzes controladas pelo piloto, mas se você está na altitude correta, pode ver a área de pouso chegando, e os outros aviões já estão com as portas abertas, talvez seja uma boa hora de abrí-la. O momento de se arrumar do lado de fora da porta do avião também é baseado nas luzes, mas normalmente também é usado algum tipo de sinal do avião líder, geralmente uma pessoa acena. Novamente, se os atletas dos outros aviões começaram a sair e se arrumar na porta, também saia.

Vai estar muito frio a 16.5 mil pés. Esteja mentalmente preparado.

Braços cruzados é sinal para abortar o salto.

11. Se arrumar na porta do avião (Otters)

Front-front-floater (tambem conhecido como Floater #1) você deve estar ajoelhado na frente da porta com a mão direita segurando a barra olhando tanto o avião líder como a luz verde. Peça ajuda se precisar (sem pressão, o avião inteiro está esperando você). Quando você vir os floaters dos outros aviões ou a luz verde, ou o sinal do avião líder, use suas pernas para se projetar para cima e para fora, se abraçando com a fuselagem, mantenha a mão direita segurando a barra e o pé direito apoiado dentro da aeronave. Mantenha sua perna esquerda encostada na parte de fora do avião, a mão esquerda deve tocar a fuselagem (você pode segurar na asa do avião se conseguir), mantenha todo o peso apoiado na perna direita (não no braço, pois você pode ter que ficar ali por um bom tempo). Tente se manter o mais próximo do avião possível. Mantenha os olhos no avião líder e espere pelo super floater.

Rear rear floater (tambem conhecido como Floater #5) dê assistência ao Floater #1 enquanto estiverem esperando pelo sinal para sair. Se no seu avião tiver um câmera, siga-o. Caso contrário, acompanhe o Floater #1. Segure a barra com a mão esquerda, se projete para fora e para a direita. Segure a barra com a mão direita e se afaste uns 15 centímetros do fundo da porta. Segure o peso na sua perna direta, deixe a perna esquerda solta. Você também deve tirar a mão esquerda da barra para abrir espaço para o Floater #4. Se precisar, você pode segurar o topo do container do Floater #4 depois que ele já estiver posicionado. (se ele estiver empurrando você, segure e se mantenha perto).

Floater #2 – Exatamente igual ao Floater #1, com um pouco menos de esforço.

Foater #4 – Igual ao Floater #5, um pouco mais suave, absolutamente não esmague o #5.

Floater #3 – Você é o último. Use o mesmo movimento do #1 e #2, mas você terá que se espremer para passar no meio. Se você tiver que empurrar empurre para cima e para frente, nunca para baixo e para trás.

Nota: #2 até o #5 devem segurar a parte de cima do container a sua frente para ajudar no timing da saída e evitar que todos se batam no vento relativo.

Todos os divers, se arrumem nas suas posições, mantenham a postura ereta e NUNCA se inclinem para frente.

Os sete divers próximos a porta devem fazer uma linha de 3, e duas linhas de 2. A segunda e a terceira linha devem estar exatamente atrás (e não entre) as pessoas que estão na sua frente. Mantenha as linhas para frente, deixando um espaço  no canto trazeiro do avião. Postura ereta, bundas para baixo, sem se inclinar. Se não tiver espaço é porque alguém está com a bunda para cima.

Os demais divers devem estar o mais próximo possível um do outro, sem empurrar, pé esquerdo na frente. Segurando o container da frente com seus antebraços.

A primeira pessoa na linha de dive tem a crítica responsabilidade de NÃO empurrar. Se fizer isso vai esmagar alguém no fundo do avião, o que não vai só atrasar a saída como pode machuchar seriamente alguém.

Os floaters dos aviões trail devem se arrumar na porta e esperar o avião líder para sair. Saia junto com o supe floater, NÃO espere pela base, isso é importante. Não tem porque olhar para dentro do próprio avião neste momento, não tem nada interessante lá.

12. Voltando pro avião

O temido “abortar o salto” depois de estar do lado de fora da porta. (Lembra do sinal dos braços cruzados?) Isso pode ser um desastre (gente caindo do avião fora da área), mas se todo mundo fizer seu trabalho, não é um problema, é o reverso de se arrumar na porta, cada um tem seu trabalho especifico.

Todos os divers: Afastem para trás e retornem aos seus assentos. Isso é importante para criar espaço para os floaters e equilibrar o avião.

Floater #1 – Segure firme, você é o último a entrar

Floater #2 – Siga o Floater #3

Floater #3 – Comece o processo, você é o primeiro a entrar.

Floater #4 – Siga o Floater #3, mas imediatamente vire para a porta e agarre o tirante de peito do Floater #5 e puxe-o para dentro (você pode segurar na barra enquanto estiver ajudando).

Floater #5 – Faça com o câmera o que o #4 fez por você.

Câmera – seja forte

Finalmente #1 pode relaxar e voltar para o avião.

Nota: A sequência acima presume que todos tem o mesmo tamanho e força. Se você é grande e forte e está no meio dessa bagunça, essa é sua chance de ser um herói. Se você não puder ajudar, saia do caminho.

13. Timing de saída

Avião líder sai na contagem da base; Todos os outros vão com o super floater; Não espere pela base, isso é importante. Mesmo o último diver deve se mover no “go” da contagem. É bom estar suavemente empurrando a pessoa que está na sua frente enquanto estiverem saindo. Você não vai querer empurrá-lo forte para que ele caia ou seja esmagado no fundo do avião, mas você quer que ele saiba que você esta lá. NÃO se incline para a frente.

As três filas na porta devem sair reto para a frente (ou pouco inclinado para a direita). Isso evita esmagar alguém no fundo do avião causando um engarrafamento ou uma lesão. A linha de dive não deve empurrar as filas de divers da porta. O primeiro na linha de dive deve ficar um passo atrás das filas da porta e virar para a direita quando sair.

Sair estável é menos importante do que sair rápido. Se você é o décimo a sair do avião e sair capotando, você vai estar bem, facilmente ficará estável e chegará no seu slot. Se você atrasar na saída e fizer uma exposição ao vento relativo, você não estará ajudando o grupo todo, pelo contrário, vai fazer o ultimo diver ter um dive mais longo.

14. Exposição ao vento relativo

Se você for floater mantenha seu joelho levemente flexionado, assim você pode dar um impulso para longe do avião. Se você se chocar com alguém da porta durante a saída, afaste-o gentilemente. Siga a trilha do avião líder.

Se você for um diver das primeiras linhas (Twin Otter), saia reto, não mergulhe ou suba sem antes identificar a base.

Se for for um diver do fim da linha (Twin Otter), já comece mergulhando.

Se você for um diver das primeiras linhas (Skyvan) faça um mergulho menos inclinado. Atenção!! A base vai escorregar para longe e você vai logo se sentir abaixo do nível. Isso é uma ilusão de ótica. Mergulhe reto, devagar e grande, tenha fé que você vai estar ok quando a base nivelar.

Se você for um diver das últimas linhas (Skyvan) mergulhe imediatamente e então ajuste o ângulo do dive baseado em quão longe você está.

Primeiro apresente a barriga para o vento. Depois localize a base e comece a se deslocar para aquela direção. Ajuste a visão para o seu quadrante, comece a procurar por referências; Se possível tente convergir com aqueles que gripam ao seu lado.

Nota: Os floaters e divers da primeira e segunda fila dos aviões que ficam à esquerda do avião líder devem sempre virar a direita quando saírem.

15. Base – Orientação

Acredite que a base será construída e estará na linha de vôo. NÃO fique perseguindo caso a base gire. Se 100 pessoas tentarem perseguir uma base instável imagine o caos que vai se formar. Infelizmente nenhuma base é perfeita. Isso pode causar confusão ao decidir quanto deve confiar. Nos primeiros 10 segundos confie completamente. Se a base tiver girando, espere que ela pare. Se ela parar mais de 45 graus da linha de vôo ou continuar girando é um caso perdido. Em todo caso, cuidadosamente (olhe para quem está ao seu redor) e tente ajustar com o novo ângulo da base.

16. Consciência Espacial

Se você não pode ver a base ou ela ainda não está alinhada, você deve perceber seu próprio senso de direção para descobrir para onde você deveria ir. Consciência geral vai ajudar. Lembre da direção do salto. Se é de leste a oeste ou norte a sul.

17. Estádio

O estádio (stadium) é um conceito usado para ajudar as pessoas a visualizar os ângulos de aproximação. Assim como em um estádio de verdade permite que todos nas arquibancadas vejam o campo/palco (base/centro). Isso ajuda a se recuperar caso ocorra pequenas colisões.

O tamanho do estádio varia. Em um 400-way o estádio pode facilmente ocupar uns 300 pés ou mais – para fora e para cima – da base. A coisa mais importante é que todas as filas estejam definidas e que todos sigam de uma forma ordenada.

O conceito é iniciar lá em cima nos assentos baratos e trabalhar seu caminho para baixo até chegar ao chão do estádio. Cada pessoa que ainda não está gripada, define um ângulo de aproximadamente 30 graus da fila da frente. Assim que a fila da frente se move para frente e mais para baixo para o seu lugar na formação, a sua fila toma o lugar. Isso continua até sua fila chegar ao lugar na formação.

Estabeleça um ângulo de aproximação não maior que 35 graus nem menor que 20, começando em algum lugar mais ou menos a 50 ou 100 pés fora, e termine não mais que 10 pés nem menos que 5 pés do seu slot.

18. Slot/Radial/Zona de Interceptação Radial/Zona Livre

311847618.1 – Slot Seu lugar na formação

18.2 – Radial É a linha que vai do centro da formação, passa pelo seu slot e vai até a Ponto de Interceptação Radial.

18.3 – Ponto de Interceptação Radial O começo da sua Radial, duas vezes a distância do centro da formação e do seu slot. Obs.: Esse é um ótimo lugar para parar, respirar e avaliar.

18.4 – Zona de Interceptação Radial Imagine um gordo pedaço (1/4 de uma torta) de torta. A ponta do triângulo é o Ponto de Interceptação. A área curvada da figura ao lado é quatro vezes a distância do centro para o seu slot.

18.5 – Zona livre Espaço externo. Qualquer área fora da Zona de Interceptação Radial.

18.6 – Zona vermelha A área onde fica o câmera.

19. Aproximação

Enquanto estiver brifando o salto, planeje sua aproximação, mentalize você chegando na sua Zona de Interceptação Radial, no Ponto de Interceptação Radial e você chegando no seu slot. Após sua saída do avião identifique seu plano de aproximação e siga-o.

Se seu slot não estiver exatamente na sua frente, então trate o como se estivesse na sua frente. Faça as mudanças finais de ângulo uma vez que você estiver parado e no seu slot.

É sempre mais rápido ir para o seu slot dessa forma, mesmo que pareça mais devagar. Você será tão rápido quanto seus parceiros. Não há benefício nenhum em ser o mais rápido diver ou floater.

Quando você estiver mergulhando ou subindo para a base, não faça isso cego.

Fique na sua radial enquanto estiver se aproximando do seu slot. Voe próximo ao seu slot. Se você estiver lá mais cedo, deixe espaço para outros, mas você tem que ser capaz de estar perto do seu slot independente da orientação da base. Se a base está fora do ângulo em 180 graus, voe para sua correta Radial e espere que a base gire.

Obs.: Você pode ficar ainda mais perto do que você pensa. Quando você pensa que está 5 pés de distância, na verdade você está a 10. Você vai ver no video que você não estava tão perto quanto pensava.

Obs 2.: O 18 e 19 abaixo são as terminologias mais aceitáveis.

20. Slot/ No campo

Lembre que nos estádios reais as arquibancadas não vão até o campo. Ai é onde começa a ficar interessante. Você precisa estar no nivel antes de chegar muito perto, mas você não deve estar muito flat a uma longa distância. Tente se nivelar com quem estar ao seu redor, mas nunca tire os olhos do centro.

Se prepare para que a formação desacelere conforme vai ficando maior. Se você mantiver uma razão de queda fixa você certamente vai passar da formação.

21. Clone

É para onde você deve estar olhando. Veja seu clone através da base. Olhe através dos grips. Observe os níveis e ângulos e mais referências como cores de macacão, container, cor do capacete, etc.

22. Ângulo

Neste caso ângulo se refere a diferença entre a sua radial e a sua posição de gripar. Primeiro voe sua radial até chegar o slot, então pare, e só depois gire e pare de novo. Espere até que seu slot esteja pronto. Espere até que você esteja pronto. Ou que ache que está pronto.

23-0. Permissão para gripar

Geralmente vai haver uma chave da base. Não gripe a não ser que tenha permissão. Se a base não está formada, você não tem permissão. Permissão NÃO significa que você tem que gripar. Espere até que seu slot esteja pronto. Espere até que VOCÊ esteja pronto. Espere até que esteja certo disso.

23. Grip

Pare. Respire. Relaxe. Pegue o grip. CONTINUE VOANDO. Dê uma olhada rápida, não fique estacionado no grip.

Pegue o grip primário primeiro (aquele mais perto da base). Se a formação estiver instável, espere no seu slot sem pegar os grips, até que a formação estabilize. Se você estiver olhando para os containers a sua frente é porque está muito alto. Se você estiver vendo os tirantes de peito é porque está muito baixo. Mantenha seus olhos através da formação. Olhando para/através do seu clone na formação, enquanto você voa o seu slot. Dê uma olhada rápida se precisar encontrar seu grip, mas mantenha o foco através da formação.

Olhe por baixo da formação. O ar limpo está abaixo da formação. Coloque a barriga nele!

Pegue o grip na altura dos punhos, ou no alto dos grips externos das pernas, a não ser que tenha sido combinado algo diferente.

Quando você gripa você está dando permissão para que gripem em você. Sim, isso significa NÃO gripe até que esteja pronto para ser gripado.

ATENÇÃO: Olhada rápida significa MUITO RÁPIDA. Essa olhada não pode levar muito tempo, pois enquanto você não está olhando para a base tudo pode mudar muito rapidamente.

24. Parte da base

Uma vez que você está gripado agora você faz parte da base. Não pare de voar, não fique olhando ao redor (a não ser que você possa sorrir para o câmera), se mantenha olhando para o seu clone, ajude a base a manter a razão de queda, esteja relaxado e pronto para absorver possíveis ondas que podem surgir através da formação.

Voe firme, “seja um herói”, se antecipe, seja proativo quando o problema estiver para acontecer, nunca desista, “não se torne parte do problema, seja parte da solução”, evite os desastres o máximo que puder (sem torná-los piores), tome uma atitude se possível (não deixe que as coisas simplesmente aconteçam com você), escolha aparecer bem no video…

Obs.: Voar firme significa voar com força e determinação. Isso não significa tenso/rígido. Chegue à sua posição no céu e mantenha, não esteja rígido, você ainda vai precisar se mover. Você é responsável pela estabilidade da formação.

25. Passei para baixo

  1. Saia de baixo da formação, assim você só estará afetando a você mesmo e não derrubando alguém que já está na formação.
  2. Vire de lado para a base, use a base como referência para prevenir deslocamentos horizontais. Então se estique e tente voltar para o nível. Pernas esticadas, joelhos firmes, braços esticados, bunda para cima, vire sua cabeça de lado, se mantenha olhando para a base. (A posição que ensinam no túnel para flutuar não é o suficiente para big ways).
  3. Acompanhe a primeira onda de track para a separação. Você agora é parte da primeira onda de separação e não deve comandar alto. Separar antes da hora pode fazer com que os outros acima de você o percam de vista, então não faça isso.

Nunca desista de um salto. A única exceção é se você estiver muito rápido e muito perto a ponto de se chocar com alguém ou com uma seção inteira da formação. Nesse caso sacrifique você mesmo mergulhando para longe da base. Então continue o salto como se estivesse passado para baixo.

Se você for para baixo leia 25.2.

Não voe lá embaixo, 90% dos casos de pessoas que passam para baixo foram parar lá por (má) escolha!!

25.1 – Passando para baixo

Se você perceber que está passando da formação e não vai conseguir parar a tempo, NÃO pegue o grip no meio do caminho. Evite voar por baixo da formação. Tente minimizar os danos, se for possível.

25.2 – Razões para passar para baixo

  1. Estar flutuando: flutuar e cair em cima de alguém
  2. Exagerar no dive: Mergulhar muito rápido e por muito tempo e não capaz de parar
  3. Colisão: Voar por baixo ou por cima de alguém
  4. Não saber como flutuar: Afundar muito quando sair do avião antes da base
  5. Não saber como diminuir a razão de queda: Olhar para cima ou não esticar as pernas
  6. Simplesmente cair rápido demais

Percebe que as razões estão enumeradas em uma sequência (pense nisso).

26 – Razão de queda

No primeiro salto ninguém vai saber com certeza qual vai ser a razão de queda. Comece presumindo que vai ser de médio para rápido. O pior é que quando os primeiros a griparem estão com receio de passar para baixo, eles se equipam com roupas bem folgadas para flutuar, então após griparem eles diminuem a razão de queda da base. Seja parte da solução; faça o que você tem que fazer para chegar lá E ainda ser capaz de manter a formação voando. Se a formação estiver muito lenta para a pessoa que vai gripar depois de você, vocês não vão conseguir fechar a figura. Se você tiver que esticar o braço para baixo NÃO gripe. Você está muito alto e provavelmente flutuando.

27 – Alguém está faltando

Se alguém não está no slot devido – eu devo gripar ou não? Essa não é uma resposta fácil. Aqui estão algumas considerações:

1. NUNCA, JAMAIS faça isso em uma tentativa de recorde!

2. Depende do humor do organizador do salto.

3. Se manter voando sem contato pode demonstrar suas habilidades (isso pode ser bom).

4. Se você ocupar o slot de alguém e ele conseguir voltar para a posição, você vai ficar feio na foto (esteja certo que essa pessoa não vai conseguir voltar).

5. Se você ocupar esse slot e a formação fechar você vai ficar bem na foto.

6. Se você bloquear alguém do slot dele não será uma boa solução.

7. Se você for capaz de manter linhas e whackers fechadas será uma boa solução.

8. Não cause tráfego ou problemas de referência se movendo para muito longe do seu slot original.

9. Não se preocupe, você terá 1 ou 2 segundos para decidir!

28. Está faltando todo mundo

Aguarde na posição, espere pela altura de separação!

29. Colisão/ contato acidental

Colisões são a razão número um para falhas em grandes formações. Evite-as estando na sua radial e na altura correta do Estadio, e estando atento a todos ao seu redor. Contato acidental, por outro lado, é um problema menor. O truque é ser capaz de transformar uma colisão em um contato acidental se você estiver voando com atenção, atitude e determinação. Se você estiver no mesmo nível de alguém e voar na direção dessa pessoa, você terá menos chances de ser tirado da formação do que de tirá-lo. Voe sólido e forte. Depois de gripar na formação se mantenha voando – não relaxe seu corpo. Esteja preparado para manter a formação estável mesmo que alguém caia em você ou em outra parte da formação.

Frequentemente você poderá se manter voando se alguém:

– passar por baixo de você – se estique e desvie da pessoa

– cair em cima de você – se estique até que ele saia de cima

–  bater em você – se mantenha voando e afaste

O truque é reagir rápido e nunca desistir.

30. Separação

O plano exato de separação será discutido no dia do salto, mas geralmente será algo como: Vão haver duas ondas de separação. A primeira onda começa a separar a 5.500 pés, nesse momento o centro da base vai balançar as pernas e as pessoas da primeira onda vão se virar e iniciar o track. O primeiro grupo deve comandar entre 2 mil e 2.500 pés. O segundo grupo vai começar o track por volta de 4.500 pés e comandar entre 3 mil e 3.500 pés. Não hesite, vá!

31. Grupo de track

Pense como se fosse um pequeno grupo de formação durante a separação. Se vire para o líder e siga-o. Tipicamente construindo um triângulo (como o que é feito por pássaros).

Mesmo que os grupos de track não sejam definidos, a maioria dos whackers podem fazer um excelente grupo de separação simplesmente mantendo o mesmo ritmo com as pessoas ao seu redor e tendo a consciência de onde estão todos na hora de comandar. Para isso pode ser que você tenha que diminuir a capacidade do seu track, ao invés de fazer o seu melhor e mais rápido. Você realmente vai querer pessoas abaixo de você onde eles não vão poder vê-lo?

32. Líder do track

Se você for o líder do grupo de track tenha certeza que está indo na direção correta. Olhe para trás e não passe o seu grupo, especialmente verticalmente. Se você estiver acima deles, eles não vão poder vê-lo e segui-lo.

33. Track sozinho

Para alcançar a máxima separação, arqueie os ombros e curve o peito para dentro. Quando você sentir turbulência no seu peito e sua barriga você está fazend correto. Não mergulhe. Lembre, é mais importante manter a separação dos outros do que simplesmente ir mais rápido. Vire as palmas das mãos para cima, aponte os dedos dos pés (booties) para baixo. Também se lembre que se você não está na primeira onda haverá obstáculos na sua frente. Não faça um track tão rápido ou inconsciente a ponto de atingir a onda de separação que saiu na sua frente.

34. Comando

Comande na altura COMBINADA. Comandar mais alto pode matar você. Comandar muito baixo pode fazer você atingir o chão. Infelizmente, existe uma confusão persistente sobre a altura de comando. Seria a altura que eu inicio o comando ou a altura que meu velame já está aberto? Com a grande variação de tempo de abertura em diferentes velames, a resposta mais adequada seria o início do comando.

Esteja atento na separação, olhe para os lados, faça o wave off e comande. Colisão de velames é o principal problema a ser evitado. Durante a abertura e logo após são os momentos mais críticos da navegação. Você deve ser capaz de controlar a abertura segurando os tirantes ou equilibrando seu peso nos tirantes de perna. Usar os tirantes traseiros pode ser uma segunda opção para você. Saiba quando tempo você leva para fazer o wave off e comandar. Se mantenha olhando para os lados enquanto acena. Se nessa altura seu track e observação tiverem falhado você vai acabar muito próximo de alguém, você vai ter que usar sua perspicácia para se assegurar que os dois não vão comandar ao mesmo tempo. Nesse cenário, separação é agora mais importante do que altura de comando combinada. Enquanto você comanda mantenha seus quadris e ombros nivelados, mantenha os olhos atentos, e esteja preparado para usar seus tirantes traseiros para uma evasão se preciso.

35. Navegação

Assim que o velame estiver totalmente inflado você deve começar a checar pelo tráfego. e suas mãos devem estar nos seus tirantes traseiros guiando o velame para evitar qualquer colisão. Deixe seus booties nos pés e não mexa com seu slider. Deixe seu velame voar para longe do centro por pelo menos 10 segundos para continuar a separação. Identifique a área de pouso e inicie seu padrão na altitude correta. Uma vez que seu velame está aberto, você ESTÁ se preparando para pousar. O salto não acabou ainda.

Se você está mais alto que a maioria das outras pessoas, use seus freios para manter altitude e criar mais espaço para seu padrão de pouso. Se você estiver mais baixo, acelere seu padrão e pouse o mais rápido possível para abrir espaço para os outros. Não ultrapasse o padrão combinado. Conheça seu equipamento e esteja acostumando com a abertura, a descida e a aproximação final do seu velame principal. Esteja atento com a bolha causada por outros velames na sua frente, especialmente perto do chão.

36. Área de pouso

Talvez sejam determinadas especificas áreas de pouso para cada grupo da formação. As áreas são determinadas para minimizar o tráfego, tendo grupos menores de atletas pousando em diferentes espaços. Decida o mais cedo possível se você vai ser capaz de pousar na área determinada ou se você deverá procurar uma área alternativa de pouso. Procure por sinais de perigo, obstáculos ou outros atletas pousando. Tente entrar ou estabelecer um padrão.

Você nunca deve cruzar a frente do padrão de outros atletas para tentar chegar a sua área de pouso determinada, ou para tentar pousar perto da área de dobragem. Pousar na área adjacente mais próxima a sua abertura é sempre a escolha mais segura.

Se estiver tudo certo, se mantenha na sua área determinada, e siga o padrão, mesmo que seja com vento de cauda!

37. Padrão de navegação e pouso

Durante sua descida, esteja alerta a sua posição em relação ao chão assim como as outras pessoas ao seu redor. Cheque o tráfego. Faça curvas previsíveis, lentas e não mais que 90 graus. Você deve ter um plano para sua descida, usando pontos de referência em relação a área de pouso. Saiba a direção do vento antes do salto.

Quase qualquer coisa é melhor do que encontrar um velame vindo na direção contrária. Mantenha na cabeça que a pessoa que está mais baixo sempre terá a preferência, durante a navegação. Pouse em uma linha reta, se possível, alguém pode estar vindo atrás de você.

Navegue de forma conservadora. Guarde as espirais, TRV, e swoop para salto com menos tráfego. Mantenha sua cabeça girando e olhando para todos os lados durante toda a navegação. Você é o “piloto encarregado”, então aja como um.

Se um padrão de navegação foi determinado antes, siga-o, mesmo que outra pessoa tenha pousado antes. Se existe discordância sobre o padrão em uma determinada área, fique longe dessa área.

Esteja certo de entrar no padrão de navegação alto suficiente, para não precisar cortar a frente de ninguém em um padrão muito curto.

38. Mantenha a área limpa

Assim que pousar, se vire para ver quem mais está vindo na direção de pouso, então pegue o velame e se afaste para as margens da área de pouso, só então mexa com luvas, capacete e batoques.

39. Debrief

O debrief com video geralmente ocorre cerca de 20 minutos após o pouso. Esse é o tempo que os coaches precisam para ver o que foi feito certo e o que precisa ser corrigido. Cabe aos capitães corrigir e apontar os problemas. O objetivo é aprender e manter uma atmosfera positiva. Se você ouvir alguma ruim a seu respeito, lembre que eles estão apenas identificando oportunidades para melhorar.

Regra para o Debrief: mantenha a boca fechada, não argumente com o coach.

Se o coach apontar para você no video, diga claramente seu nome, não responda “EU”. Não comece se explicando, não presuma que fez algo errado.

A maioria dos problemas que nós vemos no meio de um salto são causados por decisões erradas no início do salto. Enquanto você revê sua performance tente encontrar a primeira pedra na avalanche. O video só consegue mostrar uma parte, use sua memória para preencher os espaços vazios. Se ajudar, logo após pousar, tente lembrar do salto todo desde o início (da porta?) para clarear sua memória.

Se você tiver que fazer algum comentário sobre algo relacionado a segurança ou outa coisa, é melhor fazer isso em particular, com o Capitão ou coach ou outro atleta mais experiente. É melhor dividir essas questões com alguém mais experiente antes de levá-las ao coach.

Escute e aprenda através do feedback dado pelos outros.

39.1 – Tempo para dobrar

Quando pousar vá imediatamente para a área de dobragem. Se você tiver que esperar por um carro para levá-lo aproveite esse tempo para fazer os freios e descolapsar o slider. Não vá guardar suas coisas na mala, não tire todo o macacão (você vai precisar dele logo em seguida para o briefing do próximo salto). Apenas dobre seu equipamento! Enquanto dobra, estabeleça uma ordem para a sua dobragem. Não faça nada duas vezes! Faça uma vez, faça certo! Não faça nada com pressa que precise ser refeito! Quando terminar guarde suas coisas, aí sim faça o logbook, etc.

40. Pre-Build

Pre-build consiste em montar algumas partes da formação e voar até a base. Pre-builds são controversos, conheça a opinião do organizador da sua formação.

41. Equipamento

Pode estar bem frio lá em cima. Os capacetes full-face tem sido muito usados para diminuir o frio em queda-livre, esteja preparado, tome precauções. Ao colocar roupas quentes por baixo do macacão esteja certo que não estará mudando sua razão de queda, mas também não sofra de frio a ponto de afetar sua performance no salto. Se você está em um assento muito frio dentro do avião, considere o uso de cobertores, etc.. Seus companheiros devem ajudá-lo a guardá-lo dentro do avião antes de abrir a porta. (Pode ser melhor que trocar de assento com você)

Se você usa um velame de alta performance, melhor considerar usar algo mais dócil. Se você tem um velame com uma abertura bem lenta, também considere trocá-lo. (se a altura de comando combinada é 2200 pés, com mais 1000 pés de abertura, isso é um problema).

Se você mudar o equipamento ou o macacão entre um salto e outro, deixe TODOS ficarem sabendo durante o briefing do salto. Você pode ser uma referência importante.

42. Dicas e sabedoria

Normalmente é melhor se misturar e não ser notado

Se você estiver voando na zona vermelha, você será notado

Se você se atrasar para o Briefing, você será notado

Se você argumentar com o coach, você será notado

Se você culpar outros, você será notado

Se você voar seu slot e estiver sempre na hora certa para os briefings, você será notado de uma forma positiva

Quanto menos os coachs pensarem em você, mais você estará fazendo o seu trabalho de forma correta

Se o coach sugerir alguma mudança no seu equipamento (mangas/peso/camisa), escute-o. Não argumente.

Você não ganha nada argumentando com o coach

Resista a culpar os outros por não conseguir estar no seu lugar

Normalmente você pode estar parado no seu slot e não pegar os grips por um longo tempo e ainda assim não causar atraso para quem está atrás de você, permitindo que você faça um gripe suave. Parar muito longe não vai somente atrasar os outros como vai fazer você afundar-parar-afundar-parar o que pode facilmente levar você a um grip mais forte

Vá rápido quando estiver alto e vá devagar quando estiver mais baixo

Não pegue a rota cênica. É bem melhor ir devagar em uma linha reta do que ir rápido em um enorme arco

Formações em giro raramente são construídas. Somente você pode prevenir/parar isso

Se você estiver brigando com a razão de queda antes mesmo que a formação estiver construída, imagine que ela estará ainda mais lenta quando estiver formada

Existe uma hierarquia de comando. Se você tem uma questão, siga a corrente, avião-capitão, setor-capitão, evento-organizador

Pergunte para o coach ou atletas mais experientes sobre posição de saída, grupo de track, grip, etc. Você pagou pelo salto. Faça seu dinheiro se transformar em conhecimento

As paredes tem ouvidos. Não diga nada em voz alta que não queira que seja repetido

Antes de cada salto determine um objetivo pessoal para alcançar naquele salto. Dividir o objetivo com outras pessoas aumenta o sentimento e a responsabilidade de alcançá-lo, e dá chance a ambos de darem feedback e incentivar um ao outro

Uma pergunta comum: A formação fechou? A única resposta válida: Meu clone estava no seu slot (ou não)

Nós queremos “voar 25% mais rápido lá em cima e chegar 50% mais perto”

Em camps de treinamento peça para voar em slots que você não está acostumado. Use a oportunidade para expandir a sua zona de conforto

43. Inspiração (uma coleção de ditados)

“Se você não quer estar baixo da formação, não voe lá”

“Seja o que você fizer, não machuque o LO”

“Sempre pouse na mesma direção que o seu velame (e dos outros paraquedistas)”

“Faça o track como se sua vida dependesse disso. E depende”

“Você conhece as regras… siga-as”

“O que acontecer no ar, fica no ar”

“Seus grips são o prêmio, e não o objetivo”

“Se você olhar para longe da base, será nessa hora que ela vai se mexer”

“Se vista para o sucesso. Ninguém fica feio em uma formação completa”

“Big-way pode ser frustrante. Seja paciente”

“Melhor estar salvo do que arrependido”

“Não seja tímido: A questão que não foi perguntada que é uma pergunta estúpida”

“Grip primário primeiro, grip secundário segundo”

“Não faça o drama de outra pessoa o seu drama”

“Faça ou não faça. Não existe “tentar”

43-5 Piada

P: Qual a diferença entre freefly e barrigueiros?

R: Barrigueiros sabem que eles não podem fazer freefly.

44. Dicionário/tradução

Âncora – Anchor: Pessoa no final de uma whacker ou loop, que faz a ligação dessa whacker/loop com a formação

Base – base: O centro da formação, onde os whackers vão gripar

Separação – break off: Processo para assegurar que todos terão espaço suficiente para comandar seus velames

Parede – Bulkhead: Parede do fundo do avião

Bolha – Burble – Ar turbulento atrás de um velame aberto ou acima de um corpo em queda-livre

Clone – clone: A pessoa que você estar olhando, é seu exato espelho através da formação

Saída gripada – Chunk: Uma saída em grupo, todos se segurando, normalmente o centro da base

Mergulho – Dive: 1. Cair mais rápido e portanto chegar na formação e se encontrar com a base. 2. Sair de dentro do avião, tipicamente com a cabeça primeiro

Diamante – Diamond: Formação de 4-way normalmente usada como base para sair do Twin-Otter

Mergulhar-Flutuar – Dive-float: Sair de dentro do avião, geralmente com a cabeça primeiro, e então flutuar para encontrar a base

Gripar – Dock: Fechar a mão no grip

Linha de saída – Exit Lineup: A posição de todos os paraquedistas logo após o sinal para a saída do avião. Uma linha bem comprimida para otimizar a velocidade da saída do avião

Figura de saída – Exit frame: A posição que todos os paraquedistas vão estar logo após a saída do avião. Uma prática para permitir a visualização da base e de onde estarão os outros atletas

Razão de queda – Fall rate: A velocidade vertical da formação (normalmente muito lenta se você passar para baixo)

Flutuar – Float(er): Subir para alcançar a base. Pessoa que fica do lado de fora do avião na saída

Grip – Grip: O lugar onde você segura o outro paraquedista

GRIPS (gritando): significa levante vá para o seu slot e pegue os grips

Vantagem – Handicap: Prática de dar um dive mais curto a pessoas mais lentas, especialmente quando um atleta mais rápido vai precisar fazer um dive mais longo e gripar antes dele

Agrupar na porta do avião – Jam-up: Assumir a posição imediata de saída, pratica feita geralmente no mock-up

Padrão de Navegação – Landing Pattern: A ordem de aproximação da área de pouso

Linha/Loop – Line/Loop: Um grupo de paraquedistas com as mãos gripadas, ligados a formação pelas duas pontas

Máxima altitude de comando – Max-pull: A máxima altitude que você deve estar com seu velame totalmente inflado

Mínima altitude de comando – Min-pull: A altitude mínima que você deve estar com o seu velame totalmente inflado

Falso avião – Mock up: Um lugar que simula a porta do avião

Grip Primário – Primary Grip: O primeiro grip a ser tocado, geralmente o mais próximo da base

Quadrante – Quadrant: 1/4 da área da formação

Radial – radial: Uma linha do centro da formação até o seu slot, continuando até a zona vermelha

Zona Vermelha – Red Zone: 1. Uma parte do salto gravada em video 2. Área do centro até o seu slot, em que pequenos erros podem causar grandes consequências 3. Área fora da base onde o tráfego é rigidamente controlado por radiais para evitar colisões. Geralmente a área está ao alcance das câmeras e a uma distância considerável (vertical e horizontalmente)

Pontos de Referência – Reference Points: Pessoas que são usadas como pontos de referência para guiar você para o seu quadrante/radial/slot. Escolha 3 no mínimo, geralmente pessoas fáceis de identificar, e uma delas da base.

Equipamento – Rig: Equipamento completo (Container, velame principal, reserva e DAA)

Grip Secundário – Secondary Grip: O segundo grip a ser tocado

Sheep dog – Sheep dogging: Seguir outra pessoa até a base

Slot – slot: Seu lugar pré-estabelecido na formação

Slot flake – Slot flake: Quando a pessoa tem que gripar entre as pernas de outras duas pessoas. É chamado de slot flake quando os outros dois fazem parte de um loop ou um círculo

Stinger – stinger: Quando a pessoa tem que gripar entre as pernas de outras duas pessoas. É chamado stinger quando os outros dois fazem parte de um ziper.

Estádio – Stadium: Conceito utilizado para ajudar a vizualisar os ângulos de aproximação, da memsa forma que um estádio real permite que todos nas arquibancadas vejam o que está no campo (base/centro). Isso ajuda na recuperação em caso de menores colisões

Super-Floater – Super-Floater: Um floater designado para ser o primeiro a sair do avião líder, antes da base, também usado como um sinal para os outros aviões começarem a sair

Líder do Track – Tracking Leader: A pessoa que lidera o grupo de track

Grupo de Track – Tracking group: Um grupo que vai se separar junto por uma certa distância e depois individualmente. Método para reduzir o tráfego. Imagine como uma pequena formação que se move junto durante a separação

Whacker – Whacker: Uma linha de paraquedistas ligada a formação apenas de um lado.

Zipper – Zipper: Dois atletas gripando na mão um do outro e gripando nas pernas da formação

Alguns números:

Uma formação em média cai 150 pés por segundo. A velocidade terminal chega a 120 milhas por hora ou 176 pés por segundo.

Separação na saída:

1/10 1 2 3 4 5  Separação Horizontal: 15 150 300 450 600 750 Separação Vertical: 17 176 352 528 704 880

Idealmente o Super-Floater sai 1.25 segundos antes da base, e o floaters dos outros aviões saem .25 segundos depois, com uma saída limpa total em 3 segundos.

Fontes: Dan BC, Kate Cooper, Bigways.com, e 18 anos de observação

Tradução para português: Anderson Briglia e Mariana Paraguassu.


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