Perfil: Stanley William

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1460040_529059150524523_1425091482_nCom mais de duas décadas de paraquedismo Stanley William acumula títulos e recordes na Região Norte do Brasil. Ele fez do esporte a sua profissão e como instrutor ajuda a formar centenas de novos atletas na Região, além de se dedicar também aos saltos duplos no aeroclube de Manaus. Stanley também é conhecido por ser um dos poucos Base Jumpers da Amazônia, já realizou saltos ousados em pontos turísticos da Região, foi o primeiro a saltar da ponte (na época recém inaugurada) sobre o Rio Negro em Manaus e este ano fez um salto inédito de uma árvore, a 38 metros, estabelecendo o recorde de salto mais baixo da América Latina. Conheça um pouco da trajetória de Stanley:

Nome completo: Stanley William Furtado Lucena

Idade: 37 anos

Natural de: Manaus

Profissão: Instrutor de paraquedismo

Formação: Superior incompleto 

Patrocinador: The Vikings

Container: Javelyn

Velame principal: Velocity 84

Reserva: PD 126

DAA: Cypres

Modalidades que pratica: BASE,  Wingsuit, Swoop, big-way

Licenças: Instrutor ASL, AFF, BBF e Tadem pilot.

Principais recordes:

Único salto no mundo a partir de uma árvore e o salto mais baixo na América Latina, apenas 38 metros – 2014

Recordista Amazonense de FQL, Recorde Norte e Recorde Brasileiro de FQL com Atletas de uma mesma Federação – 21 WAY – Manaus/AM – 2009.

Recordista Brasileiro e Sulamericano de BASE Jump – 7 WAY – 2007

Recordista da Região Norte de FQL – 18 WAY – Vilhena/RO – 2003

Principais Títulos:

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Swoop Foto: Arquivo pessoal

Campeão Amazonense de Swoop (Pouso)- 2004, 2005, 2006 e 2007

Campeão da Copa Norte de Swoop – Boa Vista/RO – 2004

Campeão da Copa Norte de Swoop – Manaus/AM – 2005

Campeão de Two Way – Manaus/AM – 2006

Campeão de Precisão de “Boogie na Fronteira” – Venezuela – 2005

Campeão de Precisão de “Boogie na Floresta” – Bolívia – 2006

Atual Área de Salto: Aeroclube de Manaus

Primeiro salto: Em Manaus, no ano 1991, Basic T-10 (ASL)

Número de saltos total:  7.000 (aproximadamente)

Número de saltos base jump: 200

Número de saltos wingsuit: 150

Total de reservas:

A maioria das pessoas não sabe sobre mim: Que eu não sou mal (kkkkk)

Qual a sua filosofia no paraquedismo? 

– Que todos pratiquem o paraquedismo com segurança, é isso que eu espero!

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Stanley William pronto para um salto com T10 Foto: Arquivo pessoal

Como você se interessou pelo paraquedismo?

– Eu cresci vendo os velames abertos no céu, minha casa, que é a mesma desde quando nasci, fica próximo ao aeroclube, pra dizer a verdade, o avião faz a reta bem em cima dela… Pra mim saltar era um sonho!

Como você se sentiu no seu primeiro salto?

– Realizado, satisfeito comigo mesmo! Eu tinha de 14 pra 15 anos, entendia pouco do que estava acontecendo, mas depois do primeiro salto, eu sabia que era isso que eu queria pra minha vida.

Você tem algum mentor dentro do esporte? Caso tenha, como essa pessoa lhe inspirou?

– Sim. Além dos meus instrutores Márcio e Serginho, sou fã do Tom Piras, suas técnicas e disciplina me inspiraram profundamente. Entretanto, infelizmente não o conheci pessoalmente, ele faleceu no ano em que comecei o esporte. Quando tinha a oportunidade de ver seus vídeos, assitia sempre com muita atenção e exaustivamente, até hoje são minhas relíquias do esporte.

O que te atraiu para o Base Jump?

– A vontade de continuar superando os meus próprios limites… Quando comecei no esporte, saltar de baixas alturas eram feitos que todos achavam impossíveis… 

Qual o salto mais marcante da sua vida? 

– O BASE que fiz esse ano de uma castanheira. Porque nunca tinha sido feito antes. Exigiu de mim muita força de vontade, concentração, superação, inclusive física… Confesso que fazia tempo que não sentia medo…

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Base jump com wingsuit na Suíça Foto: Arquivo pessoal

Você é um dos paraquedistas mais antigos do Norte do Brasil, como você vê o crescimento da modalidade na região?

– Acho que o crescimento é mais lento do que poderia ser. Temos muitas dificuldades: aeronaves com vagas muito caras, completa ausência de investimento público e pouco investimento privado para o esporte.

Os saltos duplos tem apresentado uma maior procura, mas isso não representa uma melhoria ou um desenvolvimento para o paraquedismo.

Se formos comparar, por exemplo, quantidade de atletas cadastrados, temos hoje o mesmo número de atletas cadastrados que de uma década atrás. Pois ao mesmo tempo que atletas novos se formam, atletas antigos deixam de praticar o esporte, mantendo esse número praticamente estagnado.

E em relação as outras áreas de salto da região norte, a única que observamos um significativo crescimento é a área de Porto Velho, mas tudo por conta de investimento de um instrutor que comprou avião e, praticamente bancou o esporte por um tempo… Quanto as demais, ou continuam na mesma situação ou até deixaram de existir, como o caso da área de Belém que não opera mais.

Portanto fico satisfeito de ver que nossa área, apesar de tudo isso, continua a funcionar de forma regular, mas ainda temos muito a fazer.

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Proximity flight na Suíça Foto: Arquivo pessoal

Você tem algum ritual de segurança antes dos saltos?

– Mentalizo meus procedimentos e faço SEMPRE meu check list.

Qual a coisa mais engraçada ou estranha que já lhe aconteceu em um salto?

– Em um salto, com uma chuva forte se aproximando, o vento acabou me empurrando para fora da área destinada ao pouso. Acabei buscando então uma área alternativa e que naquela ocasião só me restou, então, pousar num cemitério. E se esse fato por si só já não fosse estranho, acabei pousando exatamente dentro de uma cova recém cavada para um enterro… Não tive nenhum machucado, e por isso tratei de sair logo de lá, afinal, não tinha chegado a minha hora!

Quais são os planos para o próximo ano dentro do esporte?

– Pretendo treinar mais Wingsuit e me dedicar um pouco mais ao BASE

Qual a dica que você dá para quem está começando a saltar?

– Na época em que comecei, nossas maiores lições tirávamos da observação dos mais experientes e sempre seguíamos seus ensinamentos, hoje com métodos mais modernos e outros recursos, recomendo aos novos alunos muito treino e respeito às normas. Como diz um grande amigo: o melhor salto será o próximo!


2 thoughts on “Perfil: Stanley William

  1. São muitas histórias em todos esses anos. Essa do cemitério eu não sabia ainda. E que venham muito mais, e das boas. Grande abraço.

  2. Belo artigo deste paraquedista que é meu fã. Conte mais para seus alunos dessas histórias hilárias e macabras… hahahaha.
    Um abraço de seu ídolo.

    Atenciosamente,
    Tom Piras

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